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  • Dra. Rita Gonçalves

Depressão perinatal


Vivemos em uma sociedade em que somos cobrados diariamente na base da perfeição. Mães são cobradas ainda mais, pois tem que ter o parto perfeito, amamentar facilmente, manter-se bela e formosa, sempre de bom humor e com um sorriso estampado no rosto.

E quando as coisas não acontecem como programado? O bebê não pega adequadamente o peito, ou não dorme a noite inteira, ou tem cólicas? Ninguém sonha com os problemas, mas eles fazem parte do dia-a-dia. Umas famílias os experimentam mais outras menos, mas a perfeição não existe. E é nesses momentos, que muitas mães vivenciam a depressão.


A depressão perinatal está associada a aumento de tratamentos desnecessários do bebê, descontinuação do aleitamento materno, disfunção familiar e aumento do risco de abuso e negligência.


Esse é um problema que afeta toda a família. E diferente do que se pensa não está restrita ao período pós-parto imediato. Consideramos depressão perinatal, um episódio depressivo que ocorra na gestação ou em até 1 ano após o nascimento. Devemos ter atenção redobrada em casos de prematuridade, nascimentos múltiplos, malformações congênitas, atrasos de desenvolvimento, e nos momentos de transição, como retorno ao trabalho.


O pediatra pelo contato frequente com a mãe, encontra-se em posição privilegiada para reconhecer os sinais precocemente. Temos um pico por volta da sexta semana pós-parto e outro por volta dos 6 meses de vida do bebê.


Se a mãe vivenciou depressão numa gestação, ela tem chance de vivenciá-la em gestações subsequentes. E surpresinha: depressão perinatal não é coisa só de mãe, pode ocorrer com o pai também, embora os sintomas sejam diferentes.


O mais importante é identificar o quanto antes e começar a abordagem materna. O primeiro passo é desmistificar a situação, reduzir a culpa e a vergonha, enfatizando o quão comuns são esses sentimentos. Referenciar a mãe à assistência de saúde mental. Estar disponível para conversar sobre suas dúvidas com relação à ela e à criança.


Depressão é doença e deve ser tratada. Ela pode ir desde um quadro leve que termina sendo agravado pelo cansaço do pós-parto e preocupações com o bebê até quadros graves que necessitem intervenção farmacológica.


Converse com seu pediatra, ele muitas vezes é quem está mais próximo de você e pode te ajudar.

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