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  • Dra. Rita Gonçalves

Estresse tóxico na infância


É mais fácil construir crianças fortes que consertar adultos quebrados”. Frederick Douglass.


As experiências da infância desempenham papel importante no desenvolvimento e funcionamento cerebral. E aprender a lidar com a adversidade faz parte do desenvolvimento saudável. Chamamos de estresse tóxico, situações que por sua intensidade ou duração, ultrapassam a capacidade de adaptação da criança.

Podem ser considerados fatores estressantes, a prematuridade, hospitalização prolongada, agressões físicas e verbais, desestruturação familiar, alienação parental, excesso de atividades e responsabilidades na infância, etc. Cada criança reagirá de uma forma ao ser submetida a situações confortáveis, podendo sua rede de apoio (família, amigos, terapeutas, professores) amenizar ou piorar a experiência vivida.


O estresse na infância leva à alterações neuroendócrinas, com liberação de cortisol e adrenalina. Persistindo o insulto num cérebro ainda em desenvolvimento, teremos diminuição da neurogênese, distúrbios na plasticidade, neurotoxicidade e alterações nas sinapses => olha a PODA neural aí! Isso vai interferir negativamente no desenvolvimento com distúrbios comportamentais, transtornos emocionais, deficiência de aprendizagem.

Nós, profissionais que lidamos diretamente com crianças, devemos estar atentos a identificação não apenas dos fatores de risco mas também das consequências, como hiperatividade, agressividade, personalidade introspectiva, distúrbios do sono, mudança de comportamento, déficit de atenção, baixo desempenho escolar, etc. E a partir daí encaminhar para intervenção precocemente, através de psicoterapia, trabalho interdisciplinar, acolhimento das famílias e orientação aos pais.



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